MXRF11, um dos fundos imobiliários mais populares da B3

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Imagem: Consciência de Investidor

O Maxi Renda Fundo de Investimento Imobiliário, listado na B3 sob o ticker MXRF11 e enquadrado como FII de papel com gestão ativa.  

Seu objetivo é proporcionar aos seus cotistas renda mensal e potencial de ganho de capital por meio de uma carteira diversificada de ativos financeiros com lastro imobiliário.

A gestora constituiu o fundo em 2011 e, ao longo do tempo, ele ganhou escala e uma base ampla de investidores.

Hoje, o mercado cita-o frequentemente como um dos maiores FIIs em número de cotistas e patrimônio líquido.

O investidor negocia a cota em bolsa e encontra uma liquidez superior à média do segmento, o que facilita sua entrada e saída do ativo.

Conteúdo

Taxas, gestão e estrutura MXRF11

A administração do MXRF11 é feita pelo BTG Pactual Serviços Financeiros DTVM.

Enquanto a gestão da carteira fica a cargo da XP Vista Asset Management, responsável pelas decisões de alocação. 

Essa divisão de papéis segue o padrão da indústria, a administradora cuida da parte operacional, controles e obrigações legais. E, a gestora foca na estratégia e seleção de ativos financeiros. 

A taxa de administração é de 0,90% ao ano, com mínimo de R$ 60 mil mensais, corrigido por índice de inflação, incidindo sobre o patrimônio líquido.

Segundo regulamento do fundo, essa taxa já inclui a remuneração de gestão, e o total pode chegar até 2% ao ano quando consideradas as taxas dos fundos investidos.

Como condomínio fechado, o fundo não permite resgate direto junto à administradora; a saída normalmente ocorre pela venda das cotas no mercado secundário da B3.  

Ademais, os rendimentos são distribuídos periodicamente (em geral, mensalmente). Mas, não são garantidos e dependem do desempenho da carteira e das decisões da gestão.

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Estratégia e portfólio de investimentos do MXRF11 

A estratégia central do MXRF11 é investir majoritariamente em títulos de renda fixa ligados ao setor imobiliário, com destaque para Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).  

Esses CRIs financiam projetos e empresas do segmento imobiliário e pagam juros, correção monetária e amortizações que alimentam o fluxo de caixa do fundo. 

Além dos CRIs, o regulamento permite alocação em Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras Hipotecárias (LH), cotas de outros FIIs. E, em menor proporção, ativos imobiliários físicos e operações estruturadas como permutas financeiras.  

Em materiais públicos recentes, a gestão destaca uma carteira diversificada entre CRIs, participação em fundos imobiliários e permutas, buscando equilibrar renda, ganho de capital e liquidez. 

Relatórios e análises mostram que o grosso do resultado vem dos CRIs, complementado por receitas provenientes de cotas de FIIs e permutas financeiras, o que reforça o caráter de fundo de papel com “tempero” tático em outras estratégias. 

Em períodos recentes, a gestora tem realizado forte reciclagem de carteira, vendendo determinados CRIs com ganho de capital e redirecionando recursos para novas operações. 

Embora a composição percentual exata mude ao longo do tempo, análises apontam historicamente uma predominância de CRIs com aproximadamente 70% deles indexados ao IPCA e 11% ao CDI. 

Seguida por uma fatia menor em cotas de FIIs e uma parcela em permutas e outras estruturas, sempre sujeita a ajustes pela gestão ativa.  

Essa diversificação setorial e por tipo de ativo busca reduzir a dependência de um único devedor, projeto ou indexador. 

Riscos de crédito e inadimplência

Como fundo de papel com foco em CRIs, o principal risco estrutural do MXRF11 é o risco de crédito: atraso ou inadimplência dos devedores das operações que compõem a carteira. 

Em cenários de estresse econômico ou problemas específicos de empresas e projetos, pode haver atraso no pagamento de juros e amortizações, necessidade de renegociação ou até execução de garantias.  

O que afeta diretamente o resultado e, em casos extremos, pode reduzir ou suspender temporariamente os rendimentos distribuídos. 

Relatórios e análises destacam que o fundo procura mitigar esse risco por meio de diversificação entre diversos CRIs, diferentes setores (como varejo, logística etc.) e estruturas com garantias e monitoramento próximo das operações.  

Ainda assim, mesmo com garantias, o investidor fica exposto a potenciais perdas permanentes em casos de inadimplência mais severa, acordos desfavoráveis ou deterioração prolongada de créditos.

Outro ponto de atenção é o risco de mercado: mudanças nas taxas de juros, percepção de risco de crédito ou liquidez do segmento podem pressionar o preço de mercado das cotas.

Além disso, há ainda o risco de concentração em alguns emissores ou operações mais complexas, além de riscos operacionais e regulatórios inerentes a FII’s listados.

Passo a passo para obter mais informações 

Para quem quer se aprofundar no MXRF11 antes de investir, um passo a passo prático ajuda a organizar a análise: 

Comece acessando a página do fundo em plataformas como a própria XP e Funds Explorer para ver um resumo com objetivo, classificação, taxa de administração, histórico de dividendos e indicadores. 

Em seguida, acesse o regulamento e os prospectos das ofertas recentes, disponíveis em plataformas da B3 ou nos sites de distribuição, que detalham a política de investimentos, tipos de ativos permitidos, taxas e, principalmente, a seção de fatores de risco. 

Leia os relatórios gerenciais divulgados pela gestora, que trazem a foto atual da carteira, principais posições em CRIs e FIIs, movimentações do mês, comentários sobre ativos problemáticos e eventuais reestruturações de crédito.  

Logo, esse material mostra como a gestão reage a mudanças de mercado e lida com operações em estresse.  

Consulte análises de casas de research, blogs e portais de educação financeira que destrincham o relatório e contextualizam o desempenho do fundo em relação a pares de mercado.

Antes de qualquer decisão, avalie se um fundo de papel com risco de crédito imobiliário é compatível com seu horizonte de investimento, tolerância a oscilação de cota e necessidade de renda.  

Leia atentamente os avisos de que não há garantia de rentabilidade, de distribuição de dividendos nem de preservação do capital, comuns em regulamento e prospectos. 

Portanto, seguindo esse roteiro, o investidor passa de uma visão superficial baseada apenas em dividendos ou popularidade para uma análise mais sólida da estratégia e riscos do MXRF11.

 

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